Crítica: Punho de Ferro – 1ª Temporada (Scott Buck, 2017).


Punho de Ferro
era a única série que faltava para a execução de Os Defensores, de tal forma sendo imaginada como introdução para a
união de heróis Marvel/Netflix. Desse mundo, recebemos a primeira obra sobre o
demônio de Hell’s Kitchen, uma série boa, que agradou o grande público e
crítica. Logo em seguida veio Jessica
Jones
e Luke Cage, na qual as
duas também agradaram a muita gente, seja pela boa adaptação ou a qualidade da
obra, mas será que Punho de Ferro segue
o mesmo patamar das anteriores?



A adaptação dos quadrinhos se trata sobre Daniel “Danny”
Rand (Finn Jones), que depois de perder os pais em um acidente nas montanhas do
Himalaia, retorna a Nova York atrás de respostas.  


A palavra oscilar define bem o que é Punho de Ferro, em seu
princípio chega a ser horrível, melhora com o passar do tempo, mas depois decaí,
e segue nesse “loop” até a season finale. Culpa disso em grande parte é do seu
roteiro, que às vezes na tentativa de acelerar as coisas, acaba sendo preguiçoso,
com vários furos, e que guia tanto a série como os núcleos nessa montanha russa
sem trilhos. Afetando desenvolvimento de personagens e até em coisas simples,
como o foco em um antagonista, chegando ao ponto de no décimo primeiro episódio
de uma série com treze, existir a pergunta: “Quem é o vilão principal?”.  

Mas apesar da série ter um roteiro ruim e falta de ritmo, demonstra
melhorias no decorrer de seus episódios. Como por exemplo, as cenas de ação,
que em seus primeiros episódios são carnavais de cortes, mas a partir da metade
da série ficam bem coreografadas e dirigidas (diferente de Jessica Jones).

Finn Jones (Game of Thrones), está bem como
Punho de Ferro, mas não como Daniel Rand. O protagonista traz uma carga
emocional em seu personagem que Finn Jones não passa bem ao público, o que
prejudica sua atuação. Tom Pelphrey (Sam),
apesar de um início mal desenvolvido, passa bem a carga emocional proposta ao
personagem, assim como sua irmã Joy Meachum, interpretada por Jessica Stroup (90210, Prom Night). Outro destaque é David Wenham (300, saga Senhor dos Anéis),
que faz bem o papel de um dos antagonistas da série. De resto, são atuações apenas ok. 

Por fim, Punho de
Ferro
tem um péssimo roteiro que acaba prejudicando muito a série, mas apesar
disso, entretém e isso é o suficiente para terminar uma maratona sem estar
cansado. Definitivamente é a obra mais fraca da parceria Marvel/Netflix, seja
por qualidade técnicas ou furos até mesmos de lógica, como alguém mostrar uma
página na web pelo celular e, o mesmo estar na galeria. Há referências as
outras obras desse mundo, mas não introduz Os
Defensores,
o que chega a ser decepcionante.

No caso de não ligares para erros de lógica, furos em um
roteiro que já é ruim, qualidades técnicas que não interferem tanto no
audiovisual e uma temática igual a Arrow,
só que ruim – pelo menos na 1ª temporada – assista Punho de Ferro, ela realmente entretém, caso contrário, pode ser
uma perda de tempo se o entretenimento não é o suficiente.  

Se Punho de Ferro
fosse um aluno, passaria de ano apenas se o professor arredondasse a nota.
Título Original: Marvel’s Iron Fist

Criador: Scott Buck

Elenco: Finn Jones, David Wenham, Jessica Stroup, Jesica Henwick, Tom Pelphrey, Rosario Dawson.

Sinopse: Retornando para Nova York após anos desaparecido, Daniel Rand luta contra o crime e a corrupção com suas incríveis técnicas de kung-fu e o poder de convocar as habilidades do temível Punho de Ferro.

Trailer:

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