Crítica: This Is Us – 1ª Temporada (2016, de Dan Fogelman)



A fall
season de 2016 teve entre suas principais estreias a série This Is Us, criada por Dan Fogelman e exibida pela emissora NBC. Pelos
trailers promocionais, o público teve o vislumbre de que estava por vir um
drama daqueles, recheado com tudo que o gênero tem de melhor: conflitos,
crises, problemas e situações complexas que a vida pode oferecer. O elenco
também prometia muito, com os veteranos Mandy Moore (Um Amor para Recordar), Milo Ventimiglia (Gilmore Girls), Sterling K. Brown (American Crime Story), Justin Hartley (Smallville) e Ron Cephas Jones (Mr. Robot).




A trama
da série gira em torno de cinco personagens principais – Rebecca (Moore), Jack
(Ventimiglia), Kevin (Hartley), Kate (Chrissy Metz) e Randall (Brown), um grupo
de pessoas na faixa etária dos 36 anos que, a princípio, não teria nada em
comum, exceto pelo fato de terem nascido no mesmo dia. Rebecca e Jack são um
casal que está para ter trigêmeos; Kevin é um ator frustrado com sua atual
personagem; Kate é uma mulher que luta contra sua obesidade, e Randall é um
homem bem-sucedido que está à procura do seu pai biológico.



Devo
confessar que pelos trailers fiquei ansiosa pela estreia da série, mas quando
foi divulgada a sinopse oficial, fiquei me perguntando o que teria demais uma
simples data de aniversário a ligar as personagens, e se a série teria algo
mais a oferecer. De qualquer forma, resolvi dar uma chance, e já no primeiro
episódio o telespectador é surpreendido pela sensibilidade do roteiro, pela
humanização das personagens, e sem perceber, nos vemos envolvidos por eles e
suas histórias. Ao final do episódio, um plot twist lindo e inteligente, de
deixar qualquer um boquiaberto, e desejoso por mais. Raras vezes vi um piloto tão
bom quanto o de This Is Us.

Ao longo
dos demais episódios, a série explora as relações entre as personagens e as
incertezas e inseguranças de cada um, usando o recurso do flashback, muitas
vezes retornando ao passado dessas personagens, para explicar seu
relacionamento com a família, amigos, mostrando o porquê das personagens se comportar de determinada maneira – o que faz muito sentido, pois
psicologicamente praticamente tudo de nossa personalidade pode ser explicado a partir
da infância. Além disso, This Is Us não se esquiva de abordar temas como racismo velado, adoção, abandono, rejeição, padrões estereotipados, dentre outros temas que parecem que já estão saturados, mas que estão longe de serem extintos do nosso cotidiano.



Com
um excelente roteiro, recheado de diálogos inspiradores, além de verdadeiros,
um bom trabalho de direção – como evidenciado numa cena de briga no último
episódio – e atores dando o melhor de si em suas performances – com destaque
para Mandy Moore, Milo Ventimiglia e Ron Cephas Jones, mas sem esquecer do elenco de apoio, encabeçado por 
Susan Kelechi Watson, que na série interpreta a esposa de Randall, Beth – This Is Us já mostrou em
sua primeira temporada um grande trabalho de desenvolvimento de personagens,
provando ser uma das melhores estreias dos últimos tempos. 



Se você ainda não
assistiu, não perca mais tempo. É a escolha certa para quem procura algo além
do entretenimento, algo que inspire sua vida e faça querer ser uma pessoa
melhor. Só não esqueça de ter sempre uma caixinha de lenço à sua disposição.


Título Original: This Is Us

Direção: Dan Fogelman

Elenco: Mandy Moore, Milo Ventimiglia, Justin Hartley, Sterling K. Brown, Chrissy Metz, Ron Cephas Jones, Susan Kelechi Watson, Chris Sullivan.

Sinopse: A série é uma crônica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia e estão completando 36 anos, incluindo Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia), um casal esperando trigêmeos; Kevin (Justin Hartley), um ator que está cansado do que faz; Kate (Chrissy Metz), uma mulher tentando perder peso e Randall (Sterling K. Brown), um homem rico à procura de seu pai biológico. Acompanhamos esse grupo especial cujos caminhos se cruzam e suas histórias de vida se entrelaçam de formas curiosas.

Trailer:

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