Dizem que recordar é viver. E também dizem que quando menos esperamos, reparamos que o tempo passou e já estamos velhos. Com isso em mente e dando continuidade aos nossos especiais de Fevereiro, resolvemos lançar este túnel do tempo, onde recordamos alguns dos filmes que bombaram em 2007 e um pouco antes, em 1997. Você se lembra dos filmes de dez anos atrás? E de vinte anos?
As coisas mudam e podemos perceber isso nas franquias. Muitas ainda existem hoje, mas com estilos bem diferentes. Também podemos notar o estilo de arte mais chamativo e colorido dos cartazes e do visual dos filmes, além de perceber como algumas sagas atravessaram os anos com inúmeras obras. Escolhemos esta faixa de 10 e 20 anos devido ser uma época em que pega a infância e adolescência de muita gente, batendo na nostalgia e na saudade. Por exemplo, este que vos escreve começou a acompanhar cinema justamente por volta de 1996/1997 e às vezes me deparo dizendo que “foram bons tempos”. Iremos fazer breves comentários em alguns dos filmes, mas o caráter do texto não é julgar a obra, mas unicamente recordar. Sem mais delongas, vem com a gente:
Faz dez anos que a trilogia do Homem-Aranha com Tobey Maguire era concluída, com um filme que dividiu opiniões. De lá pra cá, tivemos dois O Espetacular Homem-Aranha com Andrew Garfield, que não vingaram e também já foram encerrados. Em 2017, teremos Homem-Aranha: De Volta ao Lar, reinício com o jovem “cabeça de teia” lançado em Capitão América: Guerra Civil (2016), interpretado por Tom Holland.
Piratas do Caribe também fechava sua trilogia, também dividindo opiniões. Tivemos um reinício em 2011 e um quinto capítulo estreia agora em 2017.
No meio de 2007, em volta de tantas continuações e trilogias, nascia uma novidade, resgatando o espírito do desenho animado oitentista. Transformers, de Michael Bay fez um estrondo, sucesso e divertiu. Teve uma considerável aceitação como filme pipoca e blockbuster, mas ficaria manchado nos anos seguintes, por continuações mais barulhentas ainda, mas detonadas pela crítica. Adivinha só? Em 2017 será lançado o quinto filme!
Na época, Harry Potter era a franquia mais forte do cinema e chegava em seu bom quinto capítulo, colocando rumos cada vez mais obscuros na trama.
Este ratinho francês e cozinheiro encantou o mundo e a crítica. A animação é ótima, elegante e continua sendo um dos melhores roteiros da parceria Disney/Pixar.
Chegava o segundo e último filme do elenco original do Quarteto Fantástico. O Surfista Prateado é a coisa mais legal do filme e mal sabiam eles que em 2015 um novo longa, bem mais maduro, seria um imenso fracasso. Quem se deu bem foi Chris Evans, sendo hoje o Capitão América da saga dos Vingadores da Marvel.
Muita gente esquece, mas Encantada foi do finzinho de 2007 e colocou novamente os contos de fadas da Disney no mapa. O filme impulsionou o retorno das animações 2D e musicais (A Princesa e o Sapo), a retomada de contos clássicos, porém com quebra de clichês (Enrolados), a adaptação em live-action dos clássicos Disney (Alice no País das Maravilhas, Mogli – O Menino Lobo) e assim por diante. Nesse ano de 2017, teremos o novo A Bela e a Fera. Ah, e sobre este filme aqui, Amy Adams é encantadora, mesmo em um papel mais bobinho.
No final de 2007 e na época pré-Oscar, chegava aos cinemas mundiais este belíssimo filme, que aborda toda revolução cultural, política e artística dos anos 60, através da óptica de um casal e embalados pelas canções dos Beatles. Um de meus musicais favoritos!
O Brasil inteiro parava para assistir ao polêmico Tropa de Elite. E a polêmica não se devia somente por ser um filme crítico e pesado, mas porque a produção vazou para download e torrents ilegais na internet, numa época em que o brasileiro estava aprendendo a fazer o tal “download ilegal”.
O terceiro capítulo estava com tudo. Um dos mais elogiados pela crítica, foi dos mais detonados pelos fãs do game. Em Janeiro de 2017, chegou o sexto e último filme, que pasmem! … segue a linha deste terceiro. Está em exibição nos cinemas.
Este interessante thriller hitchcockiano, no melhor estilo Janela Indiscreta, foi uma das melhores coisas no gênero suspense daquela época.
Matt Damon e seu desmemoriado Bourne chegava no encerramento da trilogia. De lá pra cá tivemos um quarto filme com outro ator e em 2016 tivemos o retorno de Damon ao papel título.
A série animada mais famosa e longa de todos os tempos ganhava seu filme, sem o mesmo sucesso. Mas a produção é muito divertida!
Acontecia a ressurreição de uma lenda do cinema de ação: Bruce Willis voltava em um Duro de Matar, com trama voltada no mundo virtual moderno.
Shrek também fechava uma trilogia, sem o mesmo espírito de humor genuíno dos dois primeiros. Após este, tivemos um quarto filme que encerrou a saga do ogro e um spin-off do Gato de Botas.
David Fincher entregava este ótimo thriller investigativo. Filmaço inesquecível.
Zack Snyder se tornava um forte nome nos blockbusters, com seu violento e surreal 300. De lá pra cá tivemos uma continuação nas mãos de outro diretor e Snyder assumiu os filmes de super-heróis da DC, incluindo Batman vs Superman e o vindouro Liga da Justiça.
Para o bem ou para o mal, Nicolas Cage estrelava Motoqueiro Fantasma, que não agradou. Em 2012 tivemos uma malfadada continuação.
Sylvester Stallone retornava como protagonista e diretor no sexto filme da franquia do boxeador mais famoso e amado do cinema.
Turistas se tornava o filme mais polêmico e odiado pelos brasileiros. Isto porque retrata o povo brasileiro como ladrão, sequestrador e assassino. Olhamos os noticiários hoje em dia e nos perguntamos até que ponto não fomos hipócritas.
Este filme fazia polêmica por cutucar a igreja católica, ter violência com crianças e animais (numa visceral luta entre dois ursos polares). Ganhou o Oscar 2008 de Melhores Efeitos Visuais.
O aclamado game ganhava um intenso filme. Apesar de detonado pelos fãs do jogo, o filme é uma interessante ação e bem melhor que a outra versão lançada em 2015.
Esta hilária animação trazia uma revolução das abelhas, que ao entrarem na justiça para terem total controle sobre seu mel, o mundo acaba entrando num colapso ambiental.
Baseado em uma aclamada HQ de horror, traz uma raça vampírica atacando um vilarejo no Alasca, durante os 30 dias que são noite no Hemisfério Norte. Foi gelo e sangue por toda parte.
Esta produção foi gravada normalmente e “acabada” com uma “maquiagem” de computação gráfica por cima, parecendo uma animação. Baseado em uma das mais clássicas lendas nórdicas, que influenciou algumas coisas na cultura pop, como O Senhor dos Anéis.
Produzido por Quentin Tarantino e dirigido por Robert Rodriguez, este ótimo longa trash trazia bizarros personagens enfrentando o apocalipse zumbi. A mocinha da trama? Uma stripper com uma arma no lugar da perna.
Baseado em um dos livros do mestre Stephen King, 1408 assustava e intrigava muita gente. Filmaço!
Estes pinguins surfistas pegaram a “maior onda” na época. E quem roubou a cena foi o hilário João Frango.
Tida como a grande comédia daquele ano, estes jovens desejavam ter uma noite de festas e garotas, mas tudo daria errado.
Baseado na aclamada história de Neil Gaiman, esta aventura um tanto esquecida entregava uma ótima mistura de fantasia, romance e breves toques de suspense, tudo em um conto de fadas às avessas. Além de uma belíssima trilha sonora e um elenco afiado.
Marion Cotillard ganhava os holofotes e a grandeza com sua atuação impecável em Piaf.
John Travolta se vestida de uma senhora gordinha e botava pra quebrar, neste divertido musical.
Adam Sandler casava com seu melhor amigo, nesta comédia que defende o orgulho gay.
Encerrava-se esta divertidíssima trilogia, agora com a pancadaria na França.
A Disney lançava seu super-herói canino, em um filme para o público infantil.
Um dos poucos remakes de respeito, fortes doses de adrenalina e suspense.
Outra trilogia que se encerrava, agora eram 13 homens e um outro segredo, em um grande elenco se divertindo.
Esta sequência fazia jus ao original, além de ampliar (e muito) as doses de terror.
Um dos retratos da criminalidade juvenil mais inflamado e incendiário do cinema, Alpha Dog entra naquela lista de filmes desconhecidos que você não viu, mas que já deveria ter visto.
Este filmaço coreano impressionava pela trama misteriosa, divertida e original.
Elenco de coroas bacanas caindo na estrada com suas belas motos. Diversão para toda família.
A história de origem de Hannibal não fez o sucesso esperado, mas foi um interessante e competente filme.
Danny Boyle entregava um thriller espacial provocante e cheio de questionamentos.
Este filme tentou reviver os suspenses eróticos dos anos 90, estilo Instinto Selvagem. Não conseguiu, mas ainda é interessante.
Esta animação resgatava o espírito radical dos répteis mais amados dos desenhos animados.
Interessante animação Disney, com toques de ficção científica e viagem no tempo.
O eterno Mr. Bean arrancava gargalhadas com suas viagens de férias. A cena do restaurante chic francês é de rolar de rir.
Lázaro Ramos provava ser um dos melhores atores brasileiros.
Selton Mello também.
Jim Carrey apostava num complexo suspense.
O filme Maria Antonieta apostava em elementos modernos para contar uma trama épica.
De Niro apostava como diretor no esquecido, mas “bom” O Bom Pastor.
Levemente inspirado em um detalhe do livro As Crônicas de Nárnia, esta emocionante produção trazia o paralelo entre fantasia e realidade.
Eddie Murphy comia “o pão que o Diabo amassou” com sua esposa, Eddie Murphy.
Antes da sua fase de musa Marvel, Scarlett Johansson era a musa de Woody Allen.
Esta transgressora comédia politicamente incorreta arrancava gargalhadas e chocava plateias no mundo todo.
Antes de Crepúsculo, este filme aqui teve uma ideia semelhante, porém feito de maneira bem mais decente e com traços de Anjos da Noite.
O seriado da Globo ganhava seu interessante e “mágico” filme.
Denzel Washington entregava este filmaço, que mistura suspense, ação e ficção científica.
Você confere uma lista mais completa aqui! Vale lembrar que neste link aí, estão filmes lançados comercialmente no Brasil, mesmo que alguns tenham saído originalmente nos Estados Unidos no final de 2006.
Vencedor de 11 Oscars e maior bilheteria de todos os tempos até aquele ano, foi perder seu posto apenas para Avatar em 2009. Por se tornar o filme mais visto e comentado da história, naturalmente se tornou saturado e alvo de duras críticas. Mas não se engane, continua um filmaço, muito bem produzido, imponente, com um dos mais duros finais da história do cinema. E não falo isso pelo Leonardo DiCaprio, mas pela reconstrução da tragédia em si.
Com a era da televisão no auge, este 007 apostava em críticas sobre o circo midiático, jornais sensacionalistas e excesso de exposição na TV e outras tecnologias. Já pensou se fosse feito hoje?
Um clássico do Cinema em Casa no SBT, um retrato bastante fiel da jornada de Odisseu, foi feito como mini-série de 3 horas, mas apresentado no Brasil como filme.
Um dos grande trabalhos de Johnny Depp, ao lado do monstro Al Pacino, filmaço de máfia.
Jim Carrey estava no auge como humorista e entregava esta divertida comédia.
Sabe aquele típico filme de história e roteiro ruim, mas que é bem feitinho e bate na nostalgia? Esta aventura de erupção vulcânica entra na categoria.
O diretor francês Luc Besson, o astro de ação Bruce Willis, o comediante Chris Tucker (antes da trilogia A Hora do Rush) e a jovem Milla Jovovich entregavam esta alucinante ficção científica. 20 anos depois, não é que continua um ótimo filme?
Clichê, bobo e mega divertido, um filme de ação que era a cara da década de 90.
Grande sucesso daquele ano, Will Smith e Tommy Lee Jones entregavam uma das mais divertidas duplas do cinema.
Considerado um dos piores filmes, uma das piores superproduções e piores longas de heróis do cinema. Passadas duas décadas, o filme serve como um “alívio cômico” e trash.
Esta animação Disney seria a melhor adaptação do herói grego Hércules. Eu tinha em VHS e não sei como não derreti a fita cassete.
Esta animação japonesa do Studio Ghibli impressionava o mundo, sendo considerada uma das melhores da década de 90.
Este ótimo filme é outro com a cara da ação noventista e foi um imenso sucesso. Na trama, Nicolas Cage e John Travolta são mocinho e vilão que trocam de rosto. Considerado um dos melhores longas de ação da história.
Depois do sucesso do primeiro, este naufragou e foi uma das piores sequências da história. Mas a repercussão negativa acabou atraindo atenções ao filme.
Jennifer Lopez e Ice Cube tentavam se firmar como atores. Este aqui iniciou uma série de obras classe B e C com animais atacando, como cobras, aranhas, crocodilos e inúmeros outros bichos. Apesar de ruins, comumente são lembrados pela época nostálgica, onde este tipo de filme encontrou seu caminho na TV, no VHS e posteriormente nos DVD’s.
Outro prazer culposo com vulcão, filme bastante divertido e com Tommy Lee Jones.
Tentou ser um super-herói, acabou sendo considerado um dos piores da história. Alguém aí lembra? Eu assistia muito no SBT.
Belíssima e subestimada animação da Fox (não é Disney não!!!). É uma fantasia baseada na tragédia real da família russa, seu visual e suas canções continuam impactantes até hoje.
O saudoso Robin Williams entregava esta divertida comédia para toda família.
Antes de Hellboy e O Labirinto do Fauno, Guillermo del Toro entregava este interessante filme sobre insetos gigantes.
Interessante suspense com Morgan Freeman e a “quase esquecida” Ashley Judd (foi “bam bam bam” nos anos 90). Freeman interpreta o famoso personagem literário, o investigador Alex Cross, que recebeu outros filmes em 2001 e 2012.
Sensacional produção policial, foi o concorrente mais forte de Titanic no Oscar de 1998.
Ficção científica cult muito bem dirigida e escrita, Ethan Hawk e Jude Law começavam a chamar atenção.
Outra ficção científica que virou cult, serviu de referência para filmes como Interestelar e A Chegada.
Julia Roberts era a rainha das comédias românticas e este filme é mais uma prova.
Emocionante obra, discriminada por alguns por causa da “leveza” em que retrata o holocausto. Mas a obra é brilhante por justamente dar esta “magia” metafórica em algo tão horrível.
Um dos filmes menos populares de Quentin Tarantino, ainda é uma grande obra cheia de humor negro e diálogos deliciosos.
Um filme um tanto esquecido e bastante subestimado, mistura suspense e drama na medida certa. Uma grande metáfora ao sistema judiciário. Um grande final, carregado de peso. Uma grande atuação de Al Pacino, que entrega no final um discurso assustador e impactante.