Crítica: Os Guardiões (2017, Sarik Andreasyan)


No período da Guerra Fria, um grupo de super-heróis são
criados, cada um representando as diferentes caraterísticas da URSS e com super-poderes que refletem as tradições dos povos da URSS. A princípio quem criou os
super-heróis foi August Kuratov (Stanislav Shirin), gerando um quarteto de humanos com
poderes incríveis e que poderiam vencer guerras e aquele velho clichê: quem
sabe, dominar o mundo.

Cerca de quarenta anos depois August Kuratov retorna com uma
máquina denominada “Modul-1” e um exército de clones (que ele apenas cita, mas
não aparece no filme, o que foi uma pequena falha) a fim de dominar Moscou.
Paralelo a isso, o governo russo retoma os trabalhos com a organização secreta “Patriota”
com o intuito de reunir os quatro super-heróis para impedir que Kuratov tome
Moscou.  A mssão fica a cargo da Major
Elena Larina (Valeriya Shkirando) que vai pessoalmente atrás de cada um dos
super-humanos e nisso somos apresentados a cada um dos super-heróis.


São eles: Ler (Sebastien Sisak), que tem o poder de manipular
a terra de todas as formas e seus derivados, como também fazer pedras levitar e
até transformá-las em armas, o que em dado momento do filme ele acaba fazendo. Arsus
(Anton Pampushniy) é meio homem e meio urso (símbolo da Rússia), ele pode
controlar quando se transformar e tem sua massa e força corporal multiplicada.
Khan (Sanzhar Madiyev) incrivelmente rápido e junto a sua agilidade faz o uso incrível
de laminas afiadas na hora de derrubar os adversários. Por fim, Kseniya (Alina
Lanina) é forte, ágil e pode ficar invisível quando entra em contato com a água.



Por mais que o filme tenha potencial para ser interessante por
ser um filme original russo, com uma bagagem histórica e cultural, na prática
não é o que acontece. O filme dirigido por Sarik Andreasyan, para o público que
já está acostumado com super produções da Marvel e da DC, este fica parecendo uma versão genérica de todos eles juntos, pois é nítida a semelhança em diversos
aspectos do filme em determinados momentos. Por exemplo, a sede do “Patriota”
parece a sede dos agentes Shield de Vingadores,
o fato de serem quatro e até um pouco na questão da aparência e poderes lembra Quarteto Fantástico, até a boa e velha
cena pós-créditos tem.

O longa-metragem peca muito nas cenas de ação: falta impacto e
detalhes, talvez seja uma característica deles nesse sentido. Faltou ter
deixado mais claro quais eram as intenções e até contar um pouco mais do
histórico do vilão Kuratov, no primeiro instante o expectador pode ficar um
pouco confuso por conta disso. O filme dispõe de uma bela trilha sonora,
principalmente a canção tocada no inicio e no fim, tem uma fotografia e
estética bem típica dos filmes de super-heróis que já estamos habituados a
assistir e em matéria de efeitos são bons, porém não os melhores.  


Os Guardiões tenta emplacar mais um filme de super-heróis em
meio a tantos, algo que não é impossível, ainda mais partindo de um premissa
tão interessante se fosse mais desenvolvida e aprofundada, que é a questão da
guerra fria e a União Soviética. Mas, para o público estrangeiro (nós), provavelmente não vai rolar, o filme acaba sendo tão ruim que, se torna cômico
com destaque para as cenas do homem-urso, alguns erros nítidos e mais um
apanhado de cenas e diálogos meio grotescos. É válido assistir o filme se você
quer conhecer algo diferente e fora do eixo nacional e americano, e também dar umas boas risadas. 

Titulo Original: Zaschitniki

Direção: Sarik Andreasyan

Elenco: Valeriya Shkirando, Alina Lanina, Anton Pampushnyy, Sebastien Sisak, Sanzhar, Stanislav Shirin

Sinopse: Em plena Guerra Fria, uma organização secreta chamada “Patriota” recrutou um grupo de super-heróis russos, modificando o DNA de quatro indivíduos, com o objetivo de defender o país de ameaças sobrenaturais. Arsus, Khan, Ler e Xenia representam os diferentes povos que compõem a União Soviética, e mantêm suas identidades bem guardadas para, também, não expor aqueles que têm a missão de proteger.

Trailler

Agora, me diz você: vai dar uma chance para Os Guardiões? E se você já conferiu, deixe o seu comentário sobre o que achou do filme!

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