Crítica: Once Upon a Time – 6ª Temporada (2017, Eagle Egilsson, Ron Underwood)

Esqueça tudo o que você acha que sabe sobre contos de
fada. Once Upon a Time veio para bagunçar sua cabeça, descontruindo os
personagens clássicos da sua infância, transformando mocinhos em vilões e vice-versa. Essa é a principal premissa da série. 

Lembrando aos queridos leitores que o texto contém spoilers!

Em uma cidade chamada Storybrook, viviam todos os
personagens das histórias sem seus finais felizes, totalmente desmemoriados
graças a uma maldição lançada pela Evil Queen preferida de todos, Regina (Lana
Parrilla). Funcionou maravilhosamente bem o desenvolvimento das primeiras
temporadas em tentar descobrir quem era quem, e como ajudar os personagens a
ser quem eles realmente eram.


Entretanto, a mesma ideia de vilões e mocinhos se
repete constantemente, deixando a série previsível e monótona. Porque, apesar
dos vilões não serem sempre os mesmos, salvo
Mr. Gold/Rumplestiltskin (Robert Carlyle), que faz um brilhante papel e nos engana diariamente sobre sua moralidade, a
série não traz nada de realmente novo. Tanto é, que na sexta temporada a vilã
principal é novamente a Rainha Má (Lana Parrilla). Graças a um feitiço, Regina
se livra da sua metade “ruim”, dando vida a outra versão sua, relembrando os
bons tempos da trama onde ela era a principal motivação dos personagens.
 


Porém, suas maldades que se baseavam em ainda acabar
com a felicidade, em especial de Branca de Neve/Mary Margaret (Ginniffer
Goodwin) e o Encantado/David Nolan (Josh Dallas), foram resolvidas na metade dos
episódios, dando espaço para o novo problema de todos, a Fada Negra (
Jaime Murray) que quer acabar com Emma/Salvadora
(Jennifer Morrison) e para isso, sequestra o recém-nascido filho de Bela e Gold
para que ele faça parte de seu plano. Em questão aos efeitos especiais, eles
são ok, até porque não é tão difícil fazer um raio sair aqui ou uma pessoa
desaparecer ali. As viagens para outros mundos e cenários mirabolantes continuam com o
mesmo GCI de sempre, e fica claro que é isso. Deveriam tentar mudar um pouco essa questão, pois dessa fonte, eles já estão quase engasgando. Exatamente como o roteiro preguiçoso. Se você começar a ver as últimas temporadas sem ordem nenhuma, vai achar que está assistindo a mesma, tamanha a similaridade.


Sem tirar nem por desde a primeira temporada, Emma mais uma vez precisa
salvar o mundo. E é aí que a série volta naquela mesmice, a Salvadora
precisando do apoio e coragem dos familiares para poder vencer esse novo
desafio, que na série é chamado de a Batalha Final. A questão da família sempre
ser o alicerce é bem nítido, porque, sem eles, Emma fica completamente perdida
e sem esperança em si ou no futuro. A série bate muito sobre isso inclusive, em
ser leal, em trazer esperança quando tudo parece perdido e sempre acreditar no
melhor. Tanto que a Fada Negra lança outra maldição – perdi a conta de quantos
foram feitos até hoje – para que mais uma vez todos percam a memória, mas nem
todos são afetados, dando brecha para que a Salvadora tenha uma chance de
ganhar.

Por fim a ameaça é vencida, mas não
necessariamente pelas mãos de Emma, que aceita seu destino, mas também com a
ajuda de Rumplestiltskin que, pela primeira vez em muito tempo, opta em fazer o
certo e não o fácil e acaba finalmente encontrando seu final feliz quando tudo
parecia perdido. Não contente em voltar com os mesmos personagens e mesma
história do começo, o último episódio termina como começou a seis anos atrás,
quando Henry, ainda criança (Jared Gilmore) bate na porta de Emma e se apresenta como seu
filho. Agora a história se repete na pequena misteriosa Lucy (Alison Fernandez)
que, anos depois da Batalha Final, bate na porta de Henry, agora vivido pelo ator Andrew J. West, dizendo ser sua filha.

E essa não é a única mudança de
personagens, já que a saída de grande parte do elenco já foi confirmada, entre
eles Jennifer Morrison, que faz a Emma Swan, os
atores Ginnifer Goodwin (Branca
de Neve), Josh Dallas (Príncipe
Encantado), Jared Gilmore (Henry), Emilie
de Ravin (Bella)
e Rebecca Mader (A Bruxa Má do Oeste) não
farão mais parte do elenco fixo da trama. O jeito agora é pagar para ver se a
série consegue se reerguer ou terá mais uma vez um roteiro criativamente repetitivo. 


Direção: Eagle Egilsson, Ron Underwood

Elenco: Colin O’Donoghue, Emilie de Ravin, Ginnifer Goodwin,Jared GilmoreJennifer Morrison, Josh Dallas, Lana Parrilla, Rebecca Mader, Robert Carlyle, Keegan Connor Tracy, Sam Witwer. 

Sinopse: Ao se dividir na tentativa de eliminar seu lado obscuro, Regina liberta acidentalmente a Rainha Má. Agora, a Rainha Má está de volta e pronta para deixar um rastro de destruição em seu caminho. Enquanto isso, Regina logo percebe que destruir seu lado mal não será fácil, ainda mais ao lidar com os resultados da libertação da Rainha em Storyrbooke.

Trailer:



Imagens:




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