Crítica: Confiar (2011, de David Schwimmer)


O longa ‘Confiar’ chegou ao circuito brasileiro por volta de 5 anos
atrás e gerou diversas opiniões entre o público. Ao abordar um tema bem atual, ele envolve o telespectador pelo objetivismo que apresenta. Sabe aquele ditado:
“na internet você nunca está sozinho”? Então, é justamente esse o
conceito transmitido no filme e que atualmente é um problema gritante em nossa
sociedade.



Ele conta a história dos Cameron, uma família suburbana de Chicago, que aparenta
viver em perfeita harmonia. Após pensar muito, o pai, Will (Clive Owen) resolve
dar de aniversário um MacBook Pro para sua filha de 14 anos, Annie (Liana
Liberato), pois acha que não há problema nenhum nisso e que será algo
divertido. Até que um dia, ela conhece seu primeiro namorado online, Charlie. À primeira vista,
isto não preocupa seu pai nem sua mãe, Lynn (Katherine Keener). Porém, após
meses de comunicação via chat online e telefone, Annie descobre que essa pessoa
denominada Charlie não é quem alega ser e alterará os rumos de sua vida drasticamente. Chocados e sem acreditar em tamanho
descuido cometido, os pais são abalados pelas ações da filha e buscam dar apoio a
ela, quando a mesma deve se esforçar para contar os eventos ocorridos e
as consequências irreversíveis dos seus atos.

Primeiro de tudo, devemos levar em conta que esse é um filme
extremamente efetivo. Mais real que ele, impossível. O mais interessante é que
existem muitas meninas como Annie ao redor do mundo que são vítimas de
predadores sexuais, criminosos que ao criar contas falsas nas redes sociais, as
enganam e as seduzem a fim de se aproveitar da sua inocência. Foi um dos
aspectos que me deixou boquiaberto e com certeza também deixará aqueles que
conferirem. Irão se dar conta de que ninguém está a salvo; qualquer um está sujeito
a ataques de pedófilos(as). Contanto, óbvio que se medidas adequadas sejam
tomadas, essa probabilidade tende a baixar. Falo por mim mesmo, que embora
possua várias destas redes como Google+, Facebook, WhatsApp, Twitter, Skype,
também estou vulnerável a qualquer ataque. Entretanto, a pergunta que não quer
calar é: “Assim como eu e você, caro leitor, certamente utilizamos esses
serviços da internet, será que realmente temos noção de quem é a pessoa que está do
outro lado da foto de perfil que adicionamos como amigos?” Esse é um assunto criticamente importante,
que hoje em dia serve de alerta para todos nós. Um assunto que não pode passar
despercebido.
Em minha opinião, a melhor das atuações foi a da bela Liana Liberato, de
‘O Último Espírito’, ‘Reféns’, ‘Perseguição Implacável’, ‘Se Eu Ficar’ e o
emocionante ‘O Melhor de Mim’. Sua protagonista obteve a capacidade de interagir
com o espectador, fazendo-nos criar um laço com a personagem, bem como
vivenciar todo o árduo sofrimento decorrente. Seguindo a ordem das
performances, temos ainda a presença de Clive Owen, de ‘O Plano Perfeito’, ‘Filhos da Liberdade’, ‘Fora de Rumo’, ‘Intrusos’, ‘Rei Arthur’ e Catherine Keener, de ‘Percy Jackson – O Ladrão
de Raios’, ‘À Procura do Amor’ e ‘Mesmo Se Nada Der Certo’, que interpretam dois dos vários casais
que ao passar pelo mesmo que Will e Lynn passaram, ao se depararem com tamanha tragédia
em que seus filhos se envolvem, devem se unir a fim de enfrentar esse
sentimento de culpa. Destaco inclusive a incrível atuação da diva Viola Davis, de ‘Histórias Cruzadas’, ‘Lila & Eve’, ‘Dezesseis Luas’, ‘How to Get Away With Murder’ e ‘Esquadrão Suicida’, que incorpora uma personagem bastante relevante para o filme. Uma das melhores interpretações, sem sombra de dúvida.

Quanto o roteiro: a meu ver não teve falhas perceptíveis. Ele optou por trazer todo o
lado dramático do primeiro ao terceiro ato. Realço que com relação ao final,
apesar de um pouco pesaroso, foi comovente, sim; não foi algo que tenha
comprometido o desempenho geral do longa. Até porque o público é conquistado
pela história e fica com os “olhos grudados” na tela de tanta aflição em
meio aos conflitos intensos que a trama expõe. O diretor David Schwimmer, da
série ‘Friends’ e ‘Feed The Beast’ nos entrega um trabalho diligente, feito para
chocar o espectador. Se a intenção dele era impactar, conseguiu. Recomendo para
quem gosta da temática do gênero de drama. É uma lição de vida lindíssima que
vale a pena ser vista!

Nota: 8


Título Original: Trust


Direção: David Schwimmer


Elenco: Clive Owens, Catherine Keener, Liana Liberato, Chris Henry Coffey, Viola Davis, Jason Clarke, Dennis Budziszewski, Jamal Johson, Noah Crawford, Chameria Law, Adam DeFilippi, Jennifer Kincer, Nicole Forester, Zoe Levin, Noah Emmerich.


Trailer:
Mais imagens do filme:






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