Direção: Andrew Niccol
Elenco: Saoirse Ronan, Diane Kruger, Max Irons, Jake Abel, William Hurt, Frances Fisher, Chandler Canterbury, Boyd Holbrook.
Sinopse: Na história, nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucum
biu a tal processo. Melanie é um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.
O filme tem 2 horas de duração, tempo que daria suficientemente para criar bem a trama. Mas acontece que após os bons 40 minutos iniciais, a trama e o roteiro afundam por completo. Não que estivesse bom no início, mas estava se defendendo. No início é tudo interessante: os aliens em forma de almas que invadiram os corpos dos humanos, apagando suas almas terrestres. A mocinha que consegue manter sua alma convivendo com a alma alienígena, no mesmo corpo. A alienígena rebelde, se interessando pelos sentimentos e a capacidade de amar dos humanos. O ambiente onde o tio da protagonista e um grupo de sobreviventes se escondem, num tipo de fazenda numa caverna rochosa. Os efeitos especiais são simples, mas bacanas. O visual amarelado e árido de onde os sobreviventes se escondem, os ambientes brancos e luminosos de tudo que é alienígena (os carros prateados, os próprios aliens são almas luminosas). Até aí está tudo ok. E a ideia central que é o romance, é interessante. Dois jovens rapazes apaixonados pelo mesmo corpo, mas por almas diferentes. O primeiro já amava Mel, o segundo passa a se apaixonar pela personalidade da alienígena invasora do corpo de Mel. Louco, não é? E realmente confesso, a personalidade alienígena é bem mais interessante, há um certo mistério e pureza nela.
A atriz central é ótima: Saoirse Ronan é bela e tem talento. Ela é expressiva tanto na ação (mostrou isso no filme Hanna) quanto no romance e drama (mostrou isso no ótimo Um Olhar do Paraíso). Aqui ela entrega alguns bons momentos, geralmente nas situações de perigo. A coroa bonitona Diane Kruger é uma implacável buscadora, mas pena que sua vilã não é usada como deveria. Em certo momento, o roteiro abandona ela e a torna apenas mais uma vítima. Não gostei. O veterano William Hurt está em um papel legal, que também não é mostrado como devia. O retestante do elenco caminha entre o aceitável e o mediano.
O grande problema da trama realmente é se concentrar lá pelo meio do filme no romance deste quadrado romantico (em 3 corpos). Há cenas desnecessárias e mal pensadas, como a que os dois rapazes beijam a menina na tentativa de irritar a Mel e fazê-la se comunicar com Peregrina (a alien). É algo forçado e realmente mal feito. A maneira como ambas almas se comunicam é bacana: quando pensado, é Mel, quando falado é Peregrina. Funciona e conseguimos diferenciar bem uma da outra. Mas no restante só há erros. O diretor tenta, mas o roteiro, a tentativa de seguir a visão da escritora e péssima edição; afundam o filme.![]() |
| Capa do livro A Hospedeira, de Stephenie Meyer |




















