Direção: Christophe Gans.
Elenco: Radha Mitchell, Laurie Holden, Sean Bean, Deborah Kara Unger, Tanya Allen, Christopher Britton, Kim Coates, Jodelle Ferland, Alice Krige.
Sinopse: Rose não consegue aceitar a idéia de que a filha Sharon está morrendo por uma doença fatal. Sob os protestos do marido, ela foge com a filha, com a intenção de levá-la a um curandeiro. No caminho, ela acaba adentrando um portal que as conduz a assustadora e deserta cidade de Silent Hill. Sharon desaparece em Silent Hill, e Rose segue o que pensa ser a silhueta da filha por toda a cidade. Logo fica claro que a cidade é diferente de tudo o que ela já viu. O local é habitado por diversas criaturas e uma escuridão viva que desce e literalmente transforma tudo o que toca. Os habitantes humanos que restaram lutam uma batalha inútil contra a Escuridão. Ajudada por uma policial chamada Cybil, que foi enviada para resgatar ela e a filha, Rose procura pela menininha enquanto descobre a história de Silent Hill e que Sharon é apenas mais uma peça de um jogo bem maior.
Curiosidade:
* Baseado no jogo de sucesso da Konami Corporation.
Tudo bem, o filme não é perfeito. Mas convenhamos que perfeição não existe. Em meio a tanta coisa parecida e sem vida em Hollywood ultimamente, Silent Hill se destaca por ter uma identidade, e o mais importante em um filme de terror: atmosfera. Seja um filme assombrado, de assassinato, monstros, por trás das câmeras, seja ele sério ou recheado de cenas trash e humor negro; o filme de terror deve ter atmosfera. Deve ter um visual, um ambiente e um roteiro que torne o mais “crível possível” toda sua fantasia.
Silent Hill já acerta com um bom diretor. Christophe Gans não é conhecido, mas foi sensação lá pela França, onde fez antes deste Silent Hill, outro filme que respeito: Pacto com Lobos. Ele tem um dom ao contar histórias de terror com um visual impressionante, eletrizantes e de atmosfera, mas sem perder o senso de “realidade”. Outro destaque é que ele não tem pressa ao contar suas histórias. Pacto com Lobos tem 2 horas e 30; este Silent Hill tem 2 horas e 10. Dá para contar nos dedos os filmes de terror que tenham mais de 1 hora e 40 de duração. Isto é uma pena, já que histórias mais longas entregam roteiro mais detalhado e personagens melhores desenvolvidas. E o diretor consegue isto em Silent Hill, fazendo você sentir carisma pela família em busca da menininha.
Os efeitos especiais são excelentes, de primeiro nível, dignos de superproduções. Os efeitos sonoros são melhores ainda. A musiquinha que é a mesma do jogo é assustadora e intrigante. Além de sussurros, gritos, rangidos, grunhidos de criaturas atormentadas e o terrível som da sirene da igreja. Absolutamente tudo é assustador. As cinzas que caem constantemente, dando a impressão de névoa ou nevasca, é eficaz para o clima intenso do filme. Entre os muitos seres nojentos e macabros do filme, as enfermeiras são destaque. Muito bem elaboradas e construídas, elas assustam e perturbam tanto na aparência como na maneira em que se movimentam, seguindo sempre a luz e o som, já que não possuem rosto. Mas o temível Pyramid Head também causa impacto, pois é um demônio que usa um capacete de metal em forma de pirâmide com uma longa ponta para a frente em formato de triângulo, e que segura sempre uma facão muito grande que carrega arrastando no chão fazendo um som de metal extremamente perturbador.























