Este eu desenterrei. Dá até para sentir aquele cheirinho de mofo (não que isto seja ruim). A verdade é que Ed Wood Jr. foi um dos melhores “piores diretores da história”. Seus filmes eram tão ruins, mas tão ruins, que eram bons! E este seria seu “melhor pior filme!” Plano 9 do Espaço Sideral é o típico filme de Wood: elenco caricato e pequeno, locações simples, quase nada de recursos, aliens bobos, vampiros risíveis, disco voadores de papel ou prato, onde se vê a cordinha balançando. E mesmo assim são ótimos filmes para se rir e divertir. Magia pura, daquelas surreais.
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| Note a corda ou cabo que segura o Disco Voador |
É bom? Não, é ruim. Tão ruim que se torna bom. Então eu não recomendo? É lógico que recomendo! Uma obra prima do cinema B, pastelão e trash. Um filme clássico divertidíssimo, onde a sensação de nostalgia toma conta e supera qualquer defeitinho. Claro que, se você é daqueles que não suporta clássicos, filmes velhos e bobos, passe longe. Mas se você se diz cinéfilo, amante de clássicos e de boas obras (por mais péssima que sejam), deve logo correr e ver esta lenda do cinema. Passei a respeitar e admirar Ed Wood Jr. E ter certa pena de que não ganhou a atenção que merecia. Não importa o que críticos disseram na época. É inevitável que hoje, 54 anos depois; os filmes deste excêntrico diretor continuam sendo lembrados, reverenciados por um pequeno grupo de fãs e que brilhantemente continua sendo atual. É o tempo fazendo justiça. Não há mais nada que fique além das lembranças do que você faz através dos tempos. Irônico, bizarro, nostálgico, péssimo, ótimo…Embora este seja considerado o último filme de Bela Lugosi, suas aparições são todas de gravações anteriores feitas por Ed Wood para filmes que acabaram não sendo finalizados por falta de verbas;
A casa de onde Lugosi sai no início do filme pertencia a Tor Johnson;
As roupas usadas por Lugosi nas cenas de estoque apresentadas no filme eram de propriedade do ator. A capa vista nas cenas do cemitério foi usada por ele quando interpretava Drácula no teatro (1927);
Tor Johnson obviamente era um péssimo ator, mas Ed Wood lhe deu um dos papéis principais na produção depois que seu filho, Karl Johnson, um policial de San Fernando, conseguiu as viaturas e uniformes para o filme. Karl também aparece no filme (não-creditado);
Segundo Maila Nurmi, a famosa Vampira, ela somente aceitou trabalhar neste filme porque precisava de dinheiro (seu programa tinha sido tirado do ar recentemente) e porque Wood aceitou que sua personagem não tivesse falas;
De acordo com Vampira, a produção era tão pobre que ela tinha de aplicar sua maquiagem e vestir a roupa característica em casa e depois pegar um ônibus até o estúdio;
Tentar notar todos os erros neste filme é dado como impossível pelos críticos especializados. Os mais comuns são atores lendo o script, booms visíveis, cenários de papelão e o dublê de corpo de Lugosi (se vê claramente as diferenças físicas);
Financiado por uma igreja Batista, Ed Wood teve de mudar o título do filme de “Grave Robbers from Outer Space” (Ladrões de Túmulos do Espaço Sideral) para o conhecido hoje para não ferir alguns preceitos da igreja e vários membros da equipe de filmagem tiveram de ser batizados para poderem trabalhar;
Gravado sob grande pressão e às pressas, este é o último filme de Bela Lugosi e Tom Keene (ambos morreram em 1956). Uma relíquia até 1980, passou a ser um clássico cult depois que ganhou a alcunha de “pior filme da história” e deu a Ed Wood o troféu Peru de Ouro por ser o “Pior Diretor de Todos os Tempos“. Lançado em 22 de julho de 1959, foi colorizado em 2006 e ganhou um DVD no ano seguinte.
Vampira (vampira)
Tor Johnson (Inspetor Clay / zumbí)
Lyle Talbot (General Roberts)
Dudley Manlove (Eros)
Joanna Lee (Tanna)
Crisswell (ele mesmo / narrador)
Tom Keene (Coronel Edwards)













