Crítica: Se hace camino al andar (2020, de Paula Gaitán)

Caminante, no hay camino / se hace camino al andar. O segundo filme visto por nós da cineasta Paula Gaitán na 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes tem apenas 35 minutos, mas todo o tempo do mundo. Isso porque se trata de um cinema muito simples, entretanto simultaneamente muito complexo. Trazendo novamente a noção cíclica Leia mais… »

Crítica: Ostinato (2021, de Paula Gaitán)

Vemos mãos que se movimentam. Mãos que apertam teclas pretas e brancas, produzindo sons. Vemos mãos tocando piano por um longo tempo, capturadas por uma câmera que acompanha aqueles detalhes corporais. Uma peça estranha, incômoda, dissonante, que fica um pouco mais compreensível quando, além das mãos, passamos a ver um rosto através de uma abertura. Leia mais… »

Crítica: O Céu da Meia-Noite (2020, de George Clooney)

  Uma viagem vazia por um espaço cheio. A dinâmica de filmes de ficção científica espacial que abordam questões existenciais sofreu uma expressiva popularização durante as duas últimas décadas. Obras como Gravidade, Interestelar, Ad Astra, Lunar e, o melhor dentre todos esses, High Life, moldaram de diferentes maneiras como esse nicho deve e não deve construir Leia mais… »

Crítica: Todos os Mortos (2020, de Marco Dutra e Caetano Gotardo)

Uma interessante investigação da relação entre as temporalidades e os processos de colonização e escravidão no Brasil Após estrear, no começo do ano, na septuagésima edição do Festival de Berlim, o filme Todos os Mortos, dos diretores Marco Dutra e Caetano Gotardo, tem sua estreia em solo nacional no Festival de Gramado, participando da competição Leia mais… »

Crítica: El silencio del cazador (2019, de Martín Desalvo)

Início tépido para os longas-metragens estrangeiros no Festival de Gramado Nesta sexta-feira (17/09) teve início oficialmente o Festival de Gramado, um dos maiores festivais de cinema do país, que esse ano está sendo transmitido virtualmente pelo streaming do Canal Brasil ou pelo próprio na televisão. Sucedendo o brasileiro Por Que Você não Chora?, dirigido por Leia mais… »

Crítica: Mignonnes (2020, dir. Maïmouna Doucouré)

  É consideravelmente comum encontrarmos no cinema exemplos de obras que intentam transmitir certas ideias, mas que o fazem de uma forma pela qual a linguagem não se constrói devidamente e o projeto acaba por exibir uma estética em oposição ao discurso narrativo. Alguns filmes como The Square, Green Book, Santiago e Tropa de Elite compõem esse Leia mais… »

Crítica: Cópia Fiel (2010, de Abbas Kiarostami)

A realidade e a ficção se enveredam em um complexo jogo de interpretações melodramático. O cinema de Abbas Kiarostami é marcado pela veia metalinguística que busca frequentemente expôr a condição cinematográfica da obra através da evidenciação da linguagem. Seja mostrando os mecanismos físicos que compõem o objeto artístico (como a câmera, o microfone, etc.), seja Leia mais… »

Crítica: Pulse (2001, de Kiyoshi Kurosawa)

O terror atmosférico como olhar sobre a tecnologia e o sujeito na contemporaneidade. A transição entre os séculos XX e XXI foi um período prolífico para o cinema de terror japonês. Diretores como Hideo Nakata, Kōji Shiraishi e Takashi Shimizu surgiram com obras que utilizaram de outras abordagens para com o gênero, de maneira que integrassem Leia mais… »

Crítica: Viver a Vida (1962, de Jean-Luc Godard)

Uma noção de liberdade posta em cheque. Após estrear na direção de longa-metragens com Acossado (1960) e lançar o bom, mas discreto Uma Mulher é Uma Mulher, em 1961, Jean-Luc Godard incide em uma via de mão-dupla cinematográfica e produz Viver a Vida (1962), filme em que, ao passo que progride pela subversão de uma linguagem cinematográfica tradicional Leia mais… »

Crítica: A Câmera de Claire (2017, de Hong Sang-soo)

Hong Sang-soo e seu olhar curioso sobre a câmera como dispositivo de transformação do real. A filmografia de Hong Sang-soo lida, comumente, com personagens diante da angústia de perceber a própria existência e associar isto com o sentido – ou a falta dele. Filmes como O Dia Depois (2017) ou O Hotel Às Margens do Leia mais… »